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= momento, instante

Espera un rato não tem nada a ver com roedor. É só um tempinho, pode baixar a vassoura.

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    B1 · Intermediário Aprender Espanhol 20 min com exercício

    Origem da língua espanhola: a história do espanhol, do latim aos dias de hoje

    O espanhol nasceu do latim que os romanos levaram pra Península Ibérica e cresceu no reino de Castela, por isso também se chama castelhano. No caminho, ganhou palavras dos povos antigos, dos visigodos, dos árabes e dos povos indígenas da América. Aqui você vê essa história em ordem, com as datas que importam e as palavras que ficaram de cada época.

    Acsa LimaProfessora de espanhol · Letras/UnB | Atualizado em
    Origem da língua espanhola: a história do espanhol, do latim aos dias de hoje
    Nesta página

    Neste post

    • A história da língua espanhola em resumo, com as datas
    • Os povos que passaram pela península e o que cada um deixou
    • A origem do castelhano, a Reconquista e tudo o que aconteceu em 1492
    • O Século de Ouro e o espanhol moderno: por que Quixote virou Quijote
    • Palavras de cada época, com áudio
    Nível B1 · Intermediário Não sabe o seu? Faça o teste de nível Trilha Cultura e viagem · post 12 de 28

    A origem da língua espanhola está no latim que os romanos levaram pra Península Ibérica a partir de 218 a.C. O espanhol é esse latim falado pelo povo, que foi mudando aos poucos e, no reino de Castela, virou o castelhano (por isso a língua tem os dois nomes). A história da língua espanhola é o caminho dele dali até hoje: no trajeto, ganhou palavras dos povos antigos, dos visigodos, dos árabes e, depois de 1492, dos povos indígenas da América. Hoje é a língua materna de cerca de 520 milhões de pessoas.

    Primeiro vem o resumo com as datas. Depois, época por época, o que cada povo deixou na língua, com as palavras que ficaram (e o áudio delas), e no fim um teste pra ver o que ficou na sua memória.

    Da origem da língua espanhola aos dias de hoje, em datas

    QuandoO que aconteceuO que ficou
    Antes de 218 a.C.Iberos, celtas, vascos; no litoral, fenícios, gregos e cartaginesesPoucas palavras, como izquierda
    218 a.C.Os romanos chegam, e o latim se espalhaA base do espanhol
    Século VSuevos, vândalos, alanos e, depois, visigodosguerra, ropa, Rodrigo, Fernando
    711Árabes e berberes criam Al-ÁndalusCerca de 4 mil palavras, como ojalá
    722 a 1492Reconquista: os reinos cristãos do norte tomam Al-ÁndalusO castelhano desce pro sul
    Por volta de 1200Cantar de mio CidA primeira grande obra em castelhano
    Século XIIIAlfonso X, o Sábio, troca o latim pelo castelhano nos livros e nas leisO castelhano vira língua de cultura
    1492Tomada de Granada, gramática de Nebrija, Colombo na AméricaA primeira gramática do castelhano
    Séculos XVI e XVIISéculo de Ouro: Cervantes, Lope de Vega, QuevedoNasce o som do j do espanhol moderno
    1713Fundação da Real Academia EspañolaDicionário e ortografia comuns
    Séculos XVI a XIXColonização e independências na Américatomate, papa, huracán
    HojeLíngua da Espanha e de quase toda a América hispânicaCerca de 520 milhões de falantes nativos

    Período pré-romano

    A época pré-romana é tudo o que vem antes da chegada dos romanos. A Península Ibérica, onde hoje ficam a Espanha e Portugal, é grande, e vários povos viviam nela ao mesmo tempo, uns no norte, outros no sul, disputando território.

    Os povos que ali se estabeleceram foram os iberos, no leste e no sul; os celtas, vindos da Europa central, no centro, no norte e no oeste (onde hoje é Portugal); os tartésios ou turdetanos no sul; os lusitanos no oeste; no norte viviam os cântabros e os vascos (a língua basca sobrevive até hoje e é considerada língua cooficial no País Basco e em parte de Navarra), os ligures vindos do território que hoje é a Itália e, no litoral, os fenícios, os gregos (os foceus) e os cartagineses.

    Com todos esses povos passando e se alocando na península, várias línguas e culturas diferentes eram faladas e compartilhadas, o que deu espaço a uma grande variedade linguística. Apesar de quase todas essas línguas terem desaparecido (o basco é a exceção), elas provavelmente deixaram sua marca não só no léxico como também na forma, no tom e no ritmo como as palavras são pronunciadas.

    Com a evolução linguística são poucas as palavras de origem pré-romana que permanecem vivas no vocabulário espanhol. Nesse período não houve uma unificação linguística, cada povo tinha sua forma de se comunicar.

    Mas algumas sobreviveram, e o português tem quase todas elas também.

    Gira a la izquierda.

    Vire à esquerda.

    do basco

    Una cerveza, por favor.

    Uma cerveja, por favor.

    do celta

    El camino está lleno de barro.

    O caminho está cheio de barro.

    pré-romanas

    Romanização

    A dominação dos romanos foi um acontecimento determinante para a formação do espanhol como nós conhecemos hoje.

    Os romanos deixaram estradas, cidades, leis e, principalmente, o latim, e ainda hoje existem construções dessa época de pé na Espanha.

    Os romanos chegaram à península por volta de 218 a.C. e começaram um processo de dominação territorial. Com a dominação romana a vida na península mudou drasticamente. Roma determinou que não só sua língua como também sua cultura e leis fossem estabelecidas no novo território conquistado.

    O Império Romano impôs a língua latina (o latim) como forma de dominação sobre os outros povos (já que para eles era mais vantajoso que os povos dominados aprendessem o latim do que eles aprendessem os idiomas falados pelos povos que ali viviam).

    As outras línguas não resistiram à imposição do latim e após muitos anos de bilinguismos onde as línguas primitivas (geralmente usadas somente em ambiente familiar) conviviam com o latim (falado em público), com o passar do tempo as outras línguas foram deixando de serem usadas pelos habitantes e assim, o latim passou a ser a língua predominante.

    Latim: vulgar Vs culto

    O latim culto era o usado na literatura e ensinado nas escolas, era sofisticado e praticamente usado somente pela elite e por intelectuais (geralmente era utilizado só na escrita). Já o latim vulgar era o falado pela grande massa popular como colonos, soldados e mercadores.

    Com o passar do tempo o latim clássico praticamente parou de evoluir enquanto o vulgar crescia e evoluía agregando várias mudanças (a língua falada sempre evolui mais rápido do que a escrita), por fim o latim vulgar foi se desenvolvendo e adquirindo novas expressões e palavras por influência das línguas faladas nas regiões onde foi imposta, tal evolução acabou dando origem às línguas românicas.

    Mesmo depois da queda do Império Romano o latim continuou evoluindo e se disseminando pela Europa. Por já não haver um governo que tentasse manter a unidade do latim, ele foi se modificando de região para região resultando na criação de novas línguas. Além do espanhol, a evolução do latim também deu vida a línguas como o francês, italiano, o português entre outros.

    E quando o espanhol “nasceu”, afinal? Não existe uma data exata, porque o latim foi mudando aos poucos até virar outras línguas. Os primeiros registros escritos das línguas românicas da península aparecem entre os séculos IX e XI.

    O português veio do mesmo latim vulgar falado na Península Ibérica, por isso as duas línguas se parecem tanto. Olha o parentesco (o m entre parênteses já tinha sumido na fala do povo):

    LatimEspanholPortuguês
    aqua(m)aguaágua
    filiu(m)hijofilho
    nocte(m)nochenoite
    oculu(m)ojoolho
    lacte(m)lecheleite
    facerehacerfazer
    terra(m)tierraterra
    porta(m)puertaporta

    O segredo do ie e do ue

    Repararam nas duas últimas linhas? Ali está uma das marcas do espanhol. O e e o o abertos do latim viraram ie e ue (tierra, puerta), e o português não fez isso. Por isso quem fala portunhol sai enfiando ue e ie em tudo, até onde não tem.

    Visigodos

    Mapa da Península Ibérica no começo do século V, quando ainda se chamava Hispania: suevos no noroeste, cântabros e vascões no norte, a província romana Tarraconense, com os visigodos, no nordeste, alanos no centro e vândalos no sul

    Quando a península ainda estava sob o domínio do império romano, povos germanos (vândalos, alanos e suevos) haviam se instalado no território, como vocês podem perceber analisando o mapa acima.

    A princípio os visigodos entraram na península como aliados do império romano para manter o território. Ainda como aliados de Roma, eles combateram os vândalos e os alanos (os vândalos acabaram indo para o norte da África, em 429); depois da queda do Império Romano, anexaram o reino dos suevos, no noroeste, em 585, e se tornaram o reino dominante, com capital em Toledo.

    Ao contrário dos romanos que impuseram o latim e causaram uma grande mudança linguística, os visigodos pouco influenciaram na linguística local. Basicamente eles apenas agregaram algumas palavras ao latim vulgar, o uso do sufixo -engo e nomes próprios como Rodrigo, Fernando, Elvira, Alfonso, Adolfo, Ramiro… e etc.

    E tem palavra de origem germânica que você usa sem nem saber.

    Esta ropa es nueva.

    Esta roupa é nova.

    do gótico

    La guerra terminó hace muchos años.

    A guerra terminou há muitos anos.

    do germânico

    El guardia nos abrió la puerta.

    O guarda abriu a porta pra gente.

    do gótico

    O reino visigodo durou até o começo do século VIII, quando o território foi invadido e conquistado pelos muçulmanos.

    Dominação muçulmana

    Em 711, os árabes e os berberes derrotaram os visigodos na batalha de Guadalete. Eles dominaram o território rapidamente, em mais ou menos sete anos já haviam dominado praticamente toda a península.

    Eles trouxeram grandes mudanças para a região, era um povo muito desenvolvido. Renomearam a península com o nome de Al-Ándalus, a religião era o islã e eles preservaram e traduziram muito do saber da Antiguidade grega e romana. Suas cidades eram de característica urbana e assim como os romanos eles deixaram construções que são admiradas até hoje. Eram desenvolvidos em muitos ramos do saber como a filosofia, a botânica, a medicina, matemática, agricultura e etc.

    Como não poderia ser diferente, um povo tão desenvolvido trouxe grandes mudanças também para a linguística, influenciaram e enriqueceram o vocabulário. Eles deixaram uma herança de cerca de quatro mil palavras de origem árabe (é a conta do filólogo Rafael Lapesa, que inclui derivados e nomes de lugares; outros estudiosos contam uns dois mil). Depois do latim, o árabe foi o que mais influenciou na formação do vocabulário espanhol. Muitas dessas palavras caíram em desuso, porém, muitas foram incorporadas ao idioma e são usadas até hoje.

    ¡Ojalá nos veamos pronto!

    Tomara que a gente se veja logo!

    do árabe

    Un café con azúcar, por favor.

    Um café com açúcar, por favor.

    do árabe

    Pásame el aceite de oliva.

    Me passa o azeite.

    do árabe

    Necesito otra almohada.

    Preciso de outro travesseiro.

    do árabe

    Vivo en este barrio desde niña.

    Moro neste bairro desde criança.

    do árabe

    O português também herdou

    O português tem quase todas: azeite, açúcar, almofada, bairro e até oxalá, que vem da mesma expressão árabe de ojalá. Só cuidado com uma, viu? almohada é travesseiro, e não almofada.

    Com a invasão muçulmana, a Península ficou dividida em duas zonas de línguas. No sul, em Al-Ándalus, se falava o árabe e o mozárabe, as falas românicas dos cristãos que viviam lá, com influência muito forte do árabe (os conquistadores também trouxeram o bereber, língua falada por povos que provinham do norte da África). E na zona dos reinos cristianos se desenvolviam línguas românicas como o asturiano-leonês, o galego, o aragonês, o catalão e o castelhano (o basco também resistiu por lá, mas ele não é românico, é uma língua pré-romana, lembram?).

    Essa divisão era mais que linguística, havia também uma divisão de povos.

    Os árabes se instalaram ao sul e no norte ficaram os reinos cristãos, como Astúrias (que depois virou o reino de Leão), Navarra, Aragão e, mais tarde, Castela.

    A origem do castelhano e a Reconquista

    O castelhano era o dialeto falado em Castela que evoluiu a partir dos dialetos provindos do latim falado no centro-norte da Península Ibérica. Inicialmente o dialeto não tinha muita força assim como as outras línguas dos povos que por ali já haviam passado.

    O nome vem do reino: Castela (Castilla, “terra de castelos”) começou como um condado pequeno no norte de Burgos e virou reino em 1065. O castelhano cresceu junto com ele, na Reconquista, o nome que os historiadores do século XIX deram aos quase oito séculos em que os reinos cristãos do norte foram tomando o território de Al-Ándalus, da batalha de Covadonga (por volta de 722) à tomada de Granada (1492). A cada cidade conquistada no sul, o castelhano descia junto, como a língua de quem chegava.

    Em 1469, o casamento de Isabel de Castela e Fernando de Aragão, os famosos Reis Católicos, levou à união das duas coroas (Isabel virou rainha de Castela em 1474, e Fernando, rei de Aragão em 1479). Depois de muita luta, em 1492 os Reis Católicos conquistaram Granada, que era o último território pertencente ao domínio muçulmano.

    A literatura foi importantíssima para o fortalecimento da língua castelhana. A primeira grande obra literária em castelhano que chegou até nós é o poema épico Cantar de mio Cid, composto por volta do ano 1200 (antes dele, a língua só aparece em registros curtos, como anotações em manuscritos e documentos). Olha um trecho, com a versão no espanhol de hoje logo embaixo:

    “–Ya Señor glorioso, Padre que en çielo estás,
    Fezist çielo e tierra, el terçero el mar,
    Fezist estrellas e luna, e el sol pora escalentar,
    Prisist encarnaçión en Santa María madre,
    En Beleem apareçist, commo fue tu veluntad,
    Pastores te glorificaron, oviéronte a laudare,
    Tres reyes de Arabia te vinieron adorar,
    Melchior e Gaspar e Baltasar, oro e tus e mirra
    Te ofreçieron, commo fue tu veluntad.”

    “–Oh, Señor glorioso, Padre que en cielo estás,
    Hiciste cielo y tierra, el tercero el mar,
    Hiciste estrellas y luna, y el sol para calentar,
    Te encarnaste en Santa María madre,
    En Belén apareciste, como fue tu voluntad,
    Pastores te glorificaron, te tuvieron que alabar,
    Tres reyes de Arabia te vinieron a adorar,
    Melchor y Gaspar y Baltasar, oro e incienso y mirra
    Te ofrecieron, como fue tu voluntad.”

    Dá pra reconhecer quase tudo, mas repare no fezist (hiciste), no çielo (cielo) e no pora (para): o castelhano de 1200 ainda não tinha a cara do espanhol de hoje.

    No século XIII, o rei Alfonso X, o Sábio, deu outro empurrão. Ele mandou escrever leis e livros de história e de ciência em castelhano, e não em latim.

    Mais que um papel social, a língua castelhana teve um papel político muito importante, fez parte do processo de unificação da península. À medida que ia avançando sobre os outros reinos, o castelhano ia se sobrepondo ao mozárabe e incorporando regionalismos. Assim, o castelhano se tornou a língua unificadora da Península.

    Em 1492, com a tomada de Granada, o castelhano já era a língua da corte e do governo, e no mesmo ano foi publicada a Gramática de la lengua castellana, escrita por Elio Antonio de Nebrija. Foi a primeira gramática do castelhano e o primeiro livro impresso sobre as regras de uma língua românica.

    Com o tempo, o castelhano ou espanhol virou a língua comum de toda a Espanha (como língua oficial do Estado, ele só foi declarado bem depois, e hoje isso está no artigo 3 da Constituição de 1978). E o castelhano não apagou as outras: o galego, o catalão e o basco continuam vivos e, pelo mesmo artigo 3, são oficiais nas suas comunidades autônomas, junto com ele.

    Expansão do espanhol

    Em 1492 Cristóvão Colombo saiu da Espanha numa expedição que resultaria no “descobrimento” da América.

    Com a colonização do território americano, houve uma grande expansão na quantidade de pessoas que falavam a língua castelhana. Agora, além dos espanhóis que viviam na Espanha e dos que vieram colonizar o Novo Mundo, a língua também passou a ser falada por grande parte da população local. À medida que os espanhóis iam dominando territórios na América e que as cidades se desenvolviam, o castelhano se expandia.

    Terminada a colonização, o espanhol tinha se sobreposto às línguas indígenas, muitas vezes por imposição. E a colonização foi violenta: muitos povos indígenas foram extintos, e com eles as suas línguas. Por essas e outras razões, o castelhano virou língua oficial da maioria dos países que se formaram na América e, de novo, serviu pra reforçar a identidade nacional, como tinha acontecido na Espanha depois da tomada de Granada.

    No contato da língua castelhana com as línguas indígenas, várias palavras foram incorporadas ao vocabulário castelhano, fazendo com que a língua se enriquecesse bastante.

    Me encanta el aguacate con tomate.

    Adoro abacate com tomate.

    do náuatle

    ¿Pedimos unas papas fritas?

    Vamos pedir umas batatas fritas?

    do quíchua

    Mañana jugamos en la cancha del club.

    Amanhã a gente joga na quadra do clube.

    do quíchua

    Se acerca un huracán.

    Um furacão está chegando.

    do taino

    As línguas indígenas continuam vivas

    Muitas línguas indígenas resistiram. No Paraguai, o guarani é língua oficial junto com o espanhol; na Bolívia, o quíchua e o aimará também são oficiais, e no Peru também, nas regiões onde predominam. E no México milhões de pessoas falam línguas indígenas, como o náuatle e o maia.

    Século de Ouro e Real Academia: o espanhol moderno

    Nos séculos XVI e XVII, o chamado Século de Ouro, a literatura espanhola viveu o seu auge: Cervantes publicou a primeira parte do Dom Quixote em 1605, e na mesma época escreviam Lope de Vega, Góngora e Quevedo. Foi também nesse tempo que a pronúncia ganhou a cara de hoje. Um exemplo que o brasileiro entende na hora: na capa de 1605 está escrito Don Quixote, com x, e esse x soava, muito provavelmente, como o nosso x de “xícara”. Ao longo daqueles dois séculos o som foi pro fundo da garganta e virou o do j atual, parecido com o “rr” carioca, só que mais raspado. Por isso o espanhol escreve Don Quijote, e o português ficou com Dom Quixote.

    Em 1713 nasceu em Madrid a Real Academia Española, a RAE. O primeiro dicionário dela, o Diccionario de autoridades, começou a sair na década de 1720, e a ortografia foi sendo acertada aos poucos: o x com som de j só saiu de vez da escrita da Academia em 1815. Hoje a RAE trabalha junto com as academias dos países de língua espanhola, na Asociación de Academias de la Lengua Española (ASALE), pra que o espanhol continue uma língua só, com as suas variações.

    Atualmente

    O espanhol é a língua oficial ou principal de 20 países e de Porto Rico (a lista, país por país, está no post dos países que falam espanhol), a língua materna de cerca de 520 milhões de pessoas e a terceira língua materna do mundo, atrás só do mandarim e do hindi (números de 2025 do Instituto Cervantes). Se contar todo mundo que usa o espanhol de alguma forma, são mais de 630 milhões.

    O infográfico abaixo junta a história da língua espanhola numa linha do tempo:

    Infográfico com a linha do tempo da língua espanhola: povos pré-romanos (iberos, celtas, gregos) e as línguas pré-romanas; romanização e extensão do latim vulgar; invasões germânicas de suevos, alanos e visigodos, que mantêm o latim e agregam outras variedades; invasões árabes e as novas línguas absorvidas pelo castelhano; os Reis Católicos e o castelhano como língua oficial; a colonização da América e a expansão do castelhano; e o espanhol nos dias de hoje

    Perguntas frequentes

    Qual é a origem da língua espanhola?

    O espanhol vem do latim vulgar, o latim falado pelo povo, que os romanos levaram pra Península Ibérica a partir de 218 a.C. Esse latim foi mudando aos poucos e, no reino de Castela, no centro-norte da península, virou o castelhano, que depois se espalhou pela Espanha e pela América.

    O espanhol vem do latim?

    Vem, como o português, o italiano, o francês e o romeno, as línguas românicas. Por isso tanta palavra se parece: noche e noite vêm de nocte(m), e hijo e filho, de filiu(m).

    Quem eram os castelhanos?

    Eram o povo de Castela, um condado do norte de Burgos que virou reino em 1065 e esteve à frente de boa parte da Reconquista. A língua deles, o castelhano, é o espanhol de hoje. Por que se usam os dois nomes, você vê no post espanhol ou castelhano.

    Hora de testar a memória

    Você lembra da história do espanhol?

    0 de 8

    Em que ano os romanos chegaram à Península Ibérica?

    O espanhol vem principalmente do…

    Qual destas palavras veio do árabe?

    Em 711 começou…

    O nome castelhano vem de…

    O que aconteceu em 1492?

    Qual palavra o espanhol herdou do quíchua?

    No Dom Quixote de 1605, o x soava como…

    Cada vez que você diz ojalá ou pede una cerveza, está usando um pedacinho de uma época dessa história: ojalá veio com os árabes, e cerveza, de uma língua celta. Se ficou com alguma dúvida, me manda um direct no Instagram.

    Fontes

    Conferidas em 07/10/2026; as do Século de Ouro, da Reconquista e de Castela, em 22/10/2026.

    Próximo post da trilha¿Español o castellano?
    Acsa Lima
    Acsa Lima

    Professora de espanhol · Letras/UnB · mais de 10 anos de aulas

    Formada em Letras pela UnB (Universidade de Brasília), dando aulas de espanhol há 10 anos.

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